Pixel Booster - Release!

Finalmente o dia chegou! Todas as features planejadas para a versão 0.0 estavam prontas, e o Pixel::Booster foi liberado!

Além de preparar com cuidado a release dos binários, tive que organizar o site ( http://www.bustagames.com/PixelBooster/ ) e a Fanpage do Facebook ( https://www.facebook.com/ThePixelBooster/ ) ).

Mal terminamos a versão 0.0 alpha e já surgiram bugs reportados que poderiam impactar na continuidade do uso da aplicação por muitos usuários, e por conta disso uma nova versão 0.01 alpha foi gerada assim que possível para atender a demanda.

A ideia é terminar de implementar as features planejadas o mais rápido que eu conseguir conciliando as atividades do mestrado e do projeto Inovapps para que o projeto não perca o ritmo e a aplicação se torne útil para a sociedade.

Para mais informações a respeito, visitem os links citados acima que devem manter todas as informações mais atualizadas do que aqui no blog!

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Unite e SBGames 2015 - O Evento!

É isso ai, pessoal! Os eventos foram incríveis!

Primeiramente, teve o Unite, evento da Unity3D. Várias palestras sobre diversos temas, e teve todo o hype quando foram apresentar as novas features de 2D e outras features interessantes da engine.

E depois teve o SBGames.

Apresentamos o Rogue Hearts, um projetinho nosso de um roguelite. Conhecemos muita gente, inclusive a galera da Behold (criadores de Knights of Pen & Paper e Chroma Squad) e muitos outros nomes dos jogos!

Mal posso esperar por jogos dos anos seguintes!!

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Unite e SBGames 2015 - A viagem!

Essa semana será bem interessante. Dois grandes eventos de jogos acontecerão e nós estaremos lá!

Devido a proximidade do evento (Teresina PI) resolvemos ir de carro. E o resultado disso foram 8 horas de estrada, muito brainstorm, muita conversa nadaver e trilha sonora de jogos!

Agora é só esperar para ver o que nos espera lá! Conhecer gente nova, os criadores dos jogos que somos fãs e apresentar os nossos jogos também. :)

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Pixel Booster

Tem alguns anos que eu tenho esse projeto em mente. Inicialmente por limitações de conhecimento e mais recentemente por limitações de tempo ele foi adiado inúmeras vezes. Mas agora resolvi tocar o desenvolvimento tanto por uma questão de satisfação pessoal como também para possuir uma ferramenta que possa ser usada em outros projetos pessoais.

Esse programa atualmente se chama Pixel::Booster, e a ideia inicialmente é que ele possua as mesmas ferramentas que o finado Character Maker/Raiser 1999.

O que esse programa difere do seu alvo de inspiração é o fato de que será multi plataforma (Windows, Linux, Mac e qualquer plataforma suportada por Qt), será um software livre (GPL3) e irá possuir suporte a features mais modernas, como transparência e imagens que não são indexadas.

Para saber mais, pode visitar o repositório do GitHub!

https://github.com/BustaGames/PixelBooster/

Em breve será lançada a versão 0.0 com features básicas para pixel art e edição de múltiplas imagens simultaneamente. Caso deseje participar do processo de desenvolvimento do aplicativo, basta visitar o link acima e dar sua contribuição! Construir uma comunidade ao redor deste software é um dos objetivos, e espero que ele seja utilizado de fato na indústria de jogos eletrônicos.

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Retropie - Transformando a Raspberry em um console retrô

Esse final de semana dediquei algum tempo a reviver minha Raspberry Pi 2. Alguns arquivos tinham sido corrompidos por um desligamento forçado que foi causado por sobrecarga de 4 controles plugados simultaneamente.

Enquanto repetia o processo mais uma vez, pensei que poderia fazer um tutorial passo a passo, tanto para se alguém quiser ter uma raspi para ser usada como console retrô, como para mim mesmo em um futuro não tão distante.


Material:

1 - Raspberry Pi 2

Se for usar outro modelo, talvez tenha que adaptar algumas coisas. Adquiri a minha no Site da Farnell em abril, junto com outros seis amigos, e saiu exatamente R$ 261,43 para cada um, incluindo o frete. Não sei como está o preço agora.

Nossa encomenda quando chegou

Nossa encomenda quando chegou.

Eu particularmente achei interessante colocar uma case com um cooler na minha Raspberry, já que jogatinas intensas costumam aquecer ela um pouquinho. Mas existem diversos modelos de cases, com e sem dissipadores, e também é possível construir a sua própria (eu havia feito uma de lego anteriormente).

Raspberry com case de acrílico e cooler.

Raspberry com case de acrílico e cooler.

2 - Fonte

Cada modelo de Raspberry possui requerimentos diferentes:

Product Recommended PSU current capacity Maximum total USB peripheral current draw Typical bare-board active current consumption
Raspberry Pi Model A 700mA 500mA 200mA
Raspberry Pi Model B 1.2A 500mA 500mA
Raspberry Pi Model A+ 700mA 500mA 180mA
Raspberry Pi Model B+ 1.8A 600mA/1.2A (switchable) 330mA
Raspberry Pi 2 Model B 1.8A 600mA/1.2A (switchable)  

Para a minha, estou utilizando um carregador de celular da Samsung (Galaxy S3). Entretanto, o cabo que veio com o carregador fazia com que a Raspberry desse um warning de power surge (Um quadrado colorido no canto da tela). Trocando o cabo por outro, o warning desapareceu. É possível utilizar a Raspberry mesmo com o warning, porém a vida útil dela pode ser drasticamente reduzida por conta disso.

3 - Cartão Micro SD

Eu diria para utilizar pelo menos um cartão de 4gb. O meu é 16gb classe 10. É bom deixar espaço para colocar muitos jogos, principalmente os de psx que são relativamente grandes. Além disso, eu gosto de instalar uma interface gráfica para usar a minha Raspberry como desktop.

EDIT: Pessoas perguntaram sobre o armazenamento máximo. No site raspberrypi.org eles citam terem testado SDs de até 32GB, e usaram um dispositivo de armazenamento USB externo para expandir a capacidade.

EDIT2: Sobre o cartão ser classe 4 ou classe 10, outra parte do site raspberry.org diz que existe um tradeoff de velocidade de escrita e leitura dependendo da classe. No caso do classe 4, o tempo de escrita será 4MB/s, enquanto no classe 10 é de 10MB/s. Porém o classe 10 não garante que a performance será melhor, pois ele pode sacrificar tempo de leitura e busca para ganhar o desempenho de escrita.

4 - Teclado USB

Se tiver como acessar a raspberry via SSH, pode ser desnecessário. Mas na dúvida, é sempre bom ter um.

5 - Cabo Ethernet

Alternativamente, você pode usar um adaptador wireless. Mas é infinitamente mais fácil fazer a rede cabeada.

6 - Controle USB

Fica a seu critério. Existem vários controles USB compatíveis com a Raspberry. Meu favorito é o do xbox 360 com fio, pois além de não necessitar nenhuma configuração adicional, é um controle de qualidade e bem indestrutível.

Passo 1:

Sistema Operacional

No lugar de configurar tudo, desde o bootloader, até instalar o SO em si, a distribuição retropie fornece uma imagem pré-configurada, que já vem com tudo isso e mais coisas, como os próprios emuladores.

Tela de seleção de emuladores. Tela de seleção de emuladores.

Na página do projeto é possível encontrar o link para download das imagens. A que eu utilizei para o meu setup foi “RetroPie SD-card Image for Raspberry Pi 2 Version 3.0”. Agora é preciso copiar essa imagem para o cartão SD.

Se você está no Linux, pode usar o comando “dd” da seguinte forma:

dd bs=4M if=path/to/image/retropie-image.img of=/dev/sdb

Sendo /dev/sdb o dispositivo que corresponde ao Cartão SD inserido.

No Windows, basta utilizar o Win32DiskImager, e seguir as instruções na própria aplicação.

E pronto! Só colocar seu SD na Raspberry, e ligar, que o sistema irá bootar.

Passo 2:

Configurações

Antes de tudo, é preciso saber que o usuário e senha padrão da imagem do retropie são pi e raspberry respectivamente.

Após o primeiro boot, é interessante fazer algumas configurações. O EmulationStation deve ter sido lançado automaticamente após a inicialização do sistema. Nesse momento, você deve acessar a placa via SSH, ou plugar um teclado USB e pressionar F4 (e depois qualquer tecla) para entrar no modo console.

Olá, retropie.

Olá, retropie.

Feito isso, é preciso executar o seguinte comando:

sudo raspi-config

Configuration Tool

Configuration Tool

Nessa tela, execute a primeira opção: Expand Filesystem. Isso basicamente vai fazer o sistema de arquivos ocupar todo o seu SD. Esse passo é necessário, uma vez que você copiou uma imagem de tamanho fixo para dentro de um SD provavelmente maior.

Depois de terminar, você pode configurar mais coisas, como trocar a senha do usuário e fazer overclock. Só faça isso se souber o que está fazendo. Para a minha Raspberry, não fiz nenhuma configuração adicional. Após a configuração, selecione <Finish> e em seguida reinicie o aparelho.

Outras Configurações (Opcional)

Para jogar com o controle de Xbox em qualquer emulador, tive que modificar um arquivo de configuração para que comandos de input feitos no analógico esquerdo do controle fossem interpretados pelos emuladores como entradas do d-pad. Para isso, editei o arquivo localizado em:

/opt/retropie/configs/all/retroarch.cfg

Qualquer opção modificada nesse arquivo irá dar override em todas as outras opções dos demais arquivos de configuração dos emuladores.

Então eu adicionei as seguintes linhas logo abaixo do marcador “### Input

#### Input

# customized to make all emulators use analog as dpad
input_player1_analog_dpad_mode = "1"
input_player2_analog_dpad_mode = "1"
input_player3_analog_dpad_mode = "1"
input_player4_analog_dpad_mode = "1"

Para configurar uma interface gráfica, é preciso fazer algumas configurações também. Por default, a única interface que vem na retropie é do EmulationStation. Minha escolha de interface foi a LXDE. Para instalar, basta executar o seguinte comando:

sudo apt-get install lxde

É preciso estar conectado à internet para que o sistema possa baixar os pacotes necessários e instalar. Após a instalação terminar, é interessante dar um reboot na máquina:

sudo reboot

Feito isso, para iniciar a interface gráfica basta dar um:

startx

Para acessar a interface gráfica a partir do próprio EmulationStation, é preciso criar uma entrada em:

/home/pi/.emulationstation/gamelists/retropie/gamelist.xml

E a entrada é:

<game>
    <path>./desktop.sh</path>
    <name>LXDE Desktop</name>
</game>

Isso quer dizer que terá um “Desktop” no menu que irá executar um script “desktop.h”. Então, criamos o arquivo “dekstop.h” em:

/home/pi/RetroPie/retropiemenu/dekstop.sh

E como seu conteúdo, colocamos:

#!/bin/bash
startx

Pronto! O resultado deve ser algo do tipo:

Script para acessar o desktop

Script para acessar o desktop.

E ao entrar no desktop…

Sua nova área de trabalho

Passo 3:

Jogos!

O passo mais importante, e também o mais fácil. Existem duas partes importantes para modificar:

/home/pi/RetroPie/roms

e

/home/pi/RetroPie/BIOS

É importante que na pasta BIOS esteja o arquivo da BIOS do emulador que você deseja jogar. Alguns emuladores não precisam, mas outros, como psx e gba, não funcionam corretamente sem. Esses arquivos podem ser encontrados em diversos lugares, e existe uma página dizendo qual arquivo deve ser colocado para qual emulador. Portanto, basta clicar no link acima e encontrar os arquivos.

Dentro da pasta roms, existe uma pasta diferente para cada emulador. Para colocar os jogos, é necessário apenas copiar os arquivos de roms e imagens para as pastas de seus respectivos emuladores. O EmulationStation automaticamente irá habilitar os emuladores na interface que possuírem ao menos um jogo.

Dessa forma, sua Raspberry está pronta!

Extras

É recomendável fazer uma imagem de backup da sua raspberry após ter feito todas essas configurações. Desse modo, se algo acontecer, você pode recuperar sem ter que repetir todos os passos. Para criar uma imagem, o processo é semelhante ao citado no passo 1, tanto para windows como para linux.

Caso você queira recuperar o cartão SD, é interessante recriar a tabela de partições, já que no Windows apenas a partição de Boot é visível pelo sistema sem o auxílio de alguma aplicação. No windows, você deve abrir um CMD e digitar:

DISKPART

E então selecionar o disco que corresponde ao seu cartão SD. Uma forma de saber qual é, é montando e desmontando o SD, e vendo qual partição some e aparece quando se usa o comando:

list part

Supondo que o SD seja a partição X, você terá de executar os comandos:

select part X
delete part
create part pri

E pronto!

É isso ai, pessoal! Acho que levei em consideração todos os problemas que tive durante a configuração da minha Raspberry e coloquei aqui. Caso tenha algum erro, ou alguma informação faltando, ou até mesmo mal formatada, me enviem um e-mail!

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